sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Jogos e Política e mais
O Gamasutra tem artigo interessante sobre o papel que os videojogos tiveram nas eleições presidenciais Norte-Americanas de 2004 e nas da próxima terça-feira.O interesse crescente em relação aos videojogos é curioso. Já é do conhecimento geral que é um grande negócio e actualmente o público alvo é muito abrangente. IMHO, começou com o EyeToy ainda com a PlayStation2 e depois a Wii veio consolidar o posicionamento de entretenimento "para toda a família".
Com a oferta de jogos que temos no mercado já acho complicado não haver algo para um determinado segmento de mercado. Numa altura em que o fantasma da crise é a notícia do dia há quem defenda que os videojogos não têm de ter medo do que aí vem (entrevista a Rob Pardo da Blizzard aqui). O facto é que 13€ ou 14€ de mensalidade para jogar World of Warcraft não são nada comparados com o embate financeiro de uma noite bem passada no Bairro Alto.
Tudo isto para dizer que não me espanta ver a campanha eleitoral dos Estados Unidos num videojogo. Aliás, até aplaudo a iniciativa. Espanta-me é não tentarem "vender" mais coisas enquanto estou a jogar. Quando estou a ver o Heroes estão a tentar vender-me carros Nissan (Rogue e Versa) e supostamente vejo a série uma vez e já passou. Pelo tempo que eu e milhões de jogadores passamos em Orgrimmar, Undercity e Shattrath City já deviam ter tentado vender-nos uns Big Macs.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Música - Batalhas legais
Isto hoje está complicado de tempo para escrever mais um post enorme a bater na indústria. Ficam aqui duas notícias que merecem ser lidas.
Judge Tells RIAA To Stop 'Bankrupting' Litigants
RIAA Litigation May Be Unconstitutional
Judge Tells RIAA To Stop 'Bankrupting' Litigants
RIAA Litigation May Be Unconstitutional
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Aplicações Office no browser
Word, Excel, PowerPoint e OneNote em versão light tal como os Google Apps, ou mais ou menos... É preciso ter o próximo Office registado para conseguirmos usar as versões online. Pelo menos vamos poder usar as aplicações noutros browser que não o Internet Exploder. Notíca completa aqui.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O próximo tiro no pé ou um sistema operativo decente?
A Microsoft já libertou código pré-beta do Windows 7 e o pessoal da PCPRO já lhe meteu as unhas. Aparentemente pode ser que não seja um chouriço tão grande como o Vista.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Little (very) Big Planet
O Little Big Planet chegou há dois dias ao mercado americano e chega à Europa no dia 5 de Novembro. Já era um fenómeno de popularidade antes de chegar às lojas e é bem provável que venha a ser o jogo do ano. Se não for, a Media Molecule tem de se contentar em ter criado um grande negócio. Li na Wired que já estão a preparar uma sequela e possivelmente desenhos animados, action figures e uma banda desenhada.
5 razões porque o Vista fracassou
Até acho que a lista tem 4 razões a mais, basta-me "Vista is too slow". Vale a pena ler.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Microsoft Office começa a ter concorrente
Segundo este artigo não é o Google Docs mas sim o OpenOffice. Este mês com o lançamento da versão 3.0 só na primeira semana tiveram 3 milhões de downloads, 80% dos quais vindos de utilizadores Windows. Para as empresas as vantagens financeiras são óbvias: poupam em licenças de Microsoft Office. E as pessoas em geral parecem-me menos resistentes à mudança. O OpenOffice pode ser só o início. A curiosidade em torno do Linux também está a aumentar e uma prova disso é a quantidade de gente que está a comprar computadores da Chicco com Linux. Com distribuições como o Ubuntu a transição de Windows para Linux é muito fácil. O Linux já não é o "sistema complicado que só programadores conseguem instalar e utilizar". Pessoalmente acho que já estivemos mais longe de ver empresas em sectores mais tradicionais mudarem não só de Microsoft Office para OpenOffice mas também de Windows para Ubuntu. Vai ser ser giro.
Update: Governo Russo decide que todas as escolas devem passar a usar software open source como solução standard. Se quiserem continuar a usar Windows terão de pagar do próprio bolso. Vi esta notícia aqui. Reafirmo: isto vai ser giro...
Update: Governo Russo decide que todas as escolas devem passar a usar software open source como solução standard. Se quiserem continuar a usar Windows terão de pagar do próprio bolso. Vi esta notícia aqui. Reafirmo: isto vai ser giro...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Portáteis + WiFi + Carrinha... não é preciso mais
DVD Wikipedia para Escolas 2008/2009
A SOS Children's Villages lançou um DVD com 5500 artigos do Wikipedia relacionados com temas do currículo escolar Inglês. Encontrei a notícia aqui.
Para quem está a estranhar a ausência de comentários...
Até prova em contrário estou tão interessado no T-Mobile G1 (o primeiro telemóvel com Android) como estava no iPhone: muito pouco, ou nada. Ontem na sic o Lourenço Medeiros teve direito a uns minutos de Jornal da Noite para mandar uma buchas sobre o G1/Android. Tenho de me lembrar de lhe dizer para não dar tanto aos braços e para ter movimentos menos bruscos =)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Mais um problema...
Já não me bastava a doença do WoW (e com o lançamento da expansão a 13 de Novembro de certeza que vou estar uns dias sem bloggar) e tinha de vir a Bioware estragar tudo. Já me tinham causado problemas com o Knights of the Old Republic, jogo que me obrigou a comprar uma XBox - hoje em dia ainda um excelente media center - tinham de voltar à carga agora com um MMO de Star Wars. "Roubaram-me" tempo com uma série de jogos, entre os quais os Neverwinter Nights e Jade Empire, e conhecendo a qualidade da Bioware não me parece que é desta vez que nos vão desiludir.
Para quem gosta de MMOs esta é uma excelente notícia. Para quem nunca jogou, fujam enquanto podem... Ainda não há data de lançamento e pode nem ser em 2009. Mas quando chegar parece-me que vai ser um fenómeno maior que o Star Wars Galaxies ;)
Para quem gosta de MMOs esta é uma excelente notícia. Para quem nunca jogou, fujam enquanto podem... Ainda não há data de lançamento e pode nem ser em 2009. Mas quando chegar parece-me que vai ser um fenómeno maior que o Star Wars Galaxies ;)
Tirar partido da pirataria
A Wired tem uma entrevista interessante com o Matt Mason, autor do livro The Pirate's Dilemma: How Youth Culture Is Reinventing Capitalism.
"For example, he thinks record labels need to work on a free market, collective license solution, and that e-books will soon pose a similar threat to the publishing world."
Já tinha mandado umas tacadas sobre a indústria da música e a pirataria - onde referi que os estúdios de televisão já estavam a tentar tirar partido deste fenómeno - e logo a seguir encontrei um artigo sobre a quebra de confiança entre o público comprador e a indústria. Parece-me que não vou demorar muito a ler este livro...
"For example, he thinks record labels need to work on a free market, collective license solution, and that e-books will soon pose a similar threat to the publishing world."
Já tinha mandado umas tacadas sobre a indústria da música e a pirataria - onde referi que os estúdios de televisão já estavam a tentar tirar partido deste fenómeno - e logo a seguir encontrei um artigo sobre a quebra de confiança entre o público comprador e a indústria. Parece-me que não vou demorar muito a ler este livro...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Notícia do dia, Apple
Já é de ontem, mas fica aqui o link para se poderem babar com os novos MacBook e MacBook Pro. Vou ali ver se já há na loja ;)
YouTube + Sony = very nice
Depois das séries da CBS o YouTube lança com a Sony o canal PlayStation. É bom que os sites de videos se prepararem, parece que o YouTube vai entrar a matar.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
MacGyver e outros no YouTube
O YouTube anunciou na sexta-feira passada (mas eu ando a dormir e só descobri agora) que chegou a um acordo com a CBS para passar a alojar episódios completos de séries. Star Trek, MacGyver, Beverly Hills 90210, and The Young and the Restless. Podem ver a notícia aqui.
Europa(?) vs. PirateBay
Os tribunais Italianos decretaram em Agosto que os ISPs deveriam bloquear o site de torrents PirateBay. Mas pelos regulamentos Europeus, a responsabilidade dos ISPs é limitada portanto toca a desbloquear o PirateBay. Quando o regulamento em causa foi aprovado em 2007 os Italianos aprovaram uma lei que obrigava os ISPs a bloquearem sites com pornografia infantil, mas o PirateBay estando fora de fronteiras, não está ao abrigo da legislação Italina. Sendo o Silvio Berlusconi Primeiro-Ministro Italiano mas também fundador da Fininvest, donos da Mediaset, o PirateBay fez alguns comentários a questionar a seriedade de toda a situação. Notícia completa aqui.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
A política nos jogos
Já se adivinhava que esta campanha presidêncial nos Estados Unidos ia ser agressiva pelo menos do lado dos democrátas para voltarem ao poder (e já agora porem ordem no país s.f.f., se não não der muito mau jeito). Mas confesso que esta apanhou-me na curva: publicidade do Barack Obama num video jogo. Vejam o artigo e as imagens no GamePolitics.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Mais uma vez, o sofrimento dos homens
A evolução humana acabou, ou pelo menos é isso que um cientista britânico defende. Estamos a ter filhos cedo demais o que leva a que haja menos tempo para as necessárias mutações que alavancam a evolução. O futuro da humanidade depende de homens mais velhos terem descendência com mulheres mais novas. Cheira-me que o número de chamadas de homens para a APAV disparou com esta notícia.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Se mandar mails, não beba
Esta é genial. Um addon para o gmail que ajuda a evitar mails quando estamos bêbados. Os mails que me arrependo de mandar não saiem por estar alcoolizado, mas nunca se sabe. Notícia completa aqui.
Firefox a caminho dos telemóveis
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Ainda mais sobre pirataria
Esta não é recente mas só a li agora. Comentários de um Professor do M.I.T. sobre pirataria, fica aqui um excerto:
(...)We can also understand this piracy as part of a breakdown of the moral economy between producers and consumers. Here's what I mean by a moral economy: Underlying all economic transactions are certain social understandings between buyers and sellers that reflect their sense that exchanges are just and fair to both sides.(...)
OMG! Claro que isto não é tão preto no branco, mas isto ilustra o que sinto: as trocas de dinheiro por produtos não são justas ou bons negócios para ambas as partes.
Artigo completo aqui, e um defacement do sujeito aqui.
(...)We can also understand this piracy as part of a breakdown of the moral economy between producers and consumers. Here's what I mean by a moral economy: Underlying all economic transactions are certain social understandings between buyers and sellers that reflect their sense that exchanges are just and fair to both sides.(...)
OMG! Claro que isto não é tão preto no branco, mas isto ilustra o que sinto: as trocas de dinheiro por produtos não são justas ou bons negócios para ambas as partes.
Artigo completo aqui, e um defacement do sujeito aqui.
sábado, 4 de outubro de 2008
OFF=ON
Da nova tendência de replicar no mundo real objectos que temos no mundo virtual, esta é a melhor que ouvi nos últimos tempos. O GTbyCITROËN mostrado pela primeira vez no Paris Motor Show é uma réplica de um carro que podemos encontrar no Gran Turismo 5 Prologue e foi desenvolvido em paralelo para o jogo e para fabrico. Podem ver a notícia completa aqui enquanto vou ao google ver onde é que posso encomendar uma Lara Croft.
Vruuuuuuuuummmmmmmmmmmm...............
Li num site de referência que a Battelle encontrou uma forma mais simples de transmitir dados sem fios. Já conseguiram velocidades superiores a 10 gigabit por segundo com um protótipo e em condições de laboratório já conseguiram demonstrar uma transmissão de dados a 20 gigabit por segundo.
Encontram a notícia completa aqui.
Encontram a notícia completa aqui.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Fazer música como antigamente
Dos relatos mais interessantes que ouvi sobre música destaca-se este: uma figura de topo da indústria musical nacional numa visita à Índia quis gravar com o telemóvel, ou aparelho semelhante, um tocador de flauta. O tocador de flauta não recusou mas mostrou-se perplexo com o pedido. Não percebia a necessidade de gravar a sua prestação já que teria todo o gosto em tocar cada vez que lhe fosse pedido.
É um exemplo extremo, mas a meu ver interessante: um músico tem prazer em tocar para quem aprecia a sua arte. E ver um músico ao vivo é diferente que ouvir um registo em CD. Há quem goste mais, há quem goste menos. A leitura que tenho sobre o tema é que um músico é sempre melhor ao vivo, com a inspiração do momento, do que num estúdio de gravação.
Se tivermos em conta a pressão de se produzir um mínimo de uma dezena de temas para se compilar no formato álbum dentro de um prazo que serve vários interesses, que não os da criação artística... digamos que duvido da qualidade média dos mesmos. Antigamente os artistas gravavam temas individuais. Quando tinham temas suficientes, e o seu sucesso justificava, aí sim editava-se um álbum que reunia uma série de músicas. Do que vou percebendo da evolução da indústria os contratos com os artistas passaram a ser para vários albúns num determinado espaço de tempo. Adicionalmente ainda estavam estipuladas uma série de cláusulas que visavam a materialização de materiais promocionais diversos, digressões, aparições públicas para promover a venda da música, t-shirts e outro merchandise, DVDs e mais recentemente action figures e outros objectos coleccionáveis. A música passou a fazer parte do negócio em vez de ser "o" negócio.
Quando estourou a bronca da pirataria com o napster foi o fim do mundo em cuecas. Iam "fazer", "acontecer" e sabe-se lá o que mais. Basicamente iam "esmagar" os individuos capazes de cometer atrocidades contra os pobres artistas. Numa conferência integrada num Super Bock Super Rock poucas semanas depois de estourar o caso napster tive a oportunidade de integrar um painel de oradores sobre o futuro da música. Só não levei uma carga de pancada à moda antiga de um representante de uma das maiores discográficas porque estavamos em público e havia muita gente para lhe fazer uma pega de cernelha caso investisse contra mim. O facto de ter feito uma t-shirt para esse evento que dizia em letras garrafais "Hackers are not criminals" não deve ter ajudado.
Durante uma série de tempo fizeram guerra que puderam. Produziram-se CDs que não podiam ser tocados em computadores. Até devem ter pedido ao Lars Ulrich para vir a público (e que mais tarde se deve ter arrependido) ajudar a mandar uns tiros altamente mediáticos. Mataram florestas inteiras para mandar inúmeras cartas de ameaça. O resultado? As pessoas continuam a fazer downloads de mp3. Não defendo que se pirateie. Defendo que as indústrias se devem adaptar à mudança dos tempos e tornar os seus produtos apelativos aos potenciais compradores. Em vez de andar a espernear durante anos, deviam ter pensado em como adaptar o negócio a uma nova realidade.
Agora, o que é que me leva a dissertar sobre este assunto? Vi hoje uma notícia sobre o Weird Al Yankovic que falava de um post no seu blog do myspace. Vale a pena ler o post mas essencialmente diz que vai passar a vender os seus temas no iTunes mal esteja prontos e que está todo contentinho pelo facto de uma canção em que pensou estava online passada uma semana. No seu profile do myspace a canção 'White and Nerdy' já tinha sido tocada mais de nove milhões de vezes na data em que escrevo estas linhas. Desejo-lhe a melhor das sortes. Onde outros viram "os maus" ele viu uma oportunidade que nunca teve: lançar uma paródia a uma canção enquanto essa mesma canção ainda estava em número um nas tabelas de vendas!
O povo ainda gosta de música, compra música e vai ver música ao vivo. O Chris Martin ainda tem um ar doente e subnutrido mas de certeza que não é por falta de uns trocos para comer uma sandes. Ainda assim, se esse fosse o caso, a Gwyneth Paltrow podia emprestar-lhe umas coroas para ir comer um menu ao McDonalds... apesar de ela levar uma vida complicada por andarem a piratear-lhe os filmes (bilhetes de cinema e venda de DVDs não são o negócio que foram em tempos). Ao menos a indústria do cinema e da TV esperneou menos e agiu mais. Já que se pirateia, porque não lançar algumas coisas para a internet antes de estrearem na TV e começar logo a criar hype e testar a audiência? Este ano isso já não é novidade...
Podia passar o resto do dia a transcrever os meus pensamentos sobre a indústria da música, mas parece-me que já chega para ilustrar o que acho. A conclusão é que não vou de certeza à India ouvir o tocador de flauta. Mas se tiver um aparelho com acesso internet vou ouvir (e ver) coisas que me vão interessar, as vezes que quiser, quando quiser. Se gostar, posso comprar à peça e guardar no suporte que quiser para ouvir onde e quando me apetecer. Tudo dentro da legalidade e sem a caixa manhosa de plástico e dois papeis impressos que a indústria da música me oferece em troca de um horror de dinheiro quando eu só quero música.
É um exemplo extremo, mas a meu ver interessante: um músico tem prazer em tocar para quem aprecia a sua arte. E ver um músico ao vivo é diferente que ouvir um registo em CD. Há quem goste mais, há quem goste menos. A leitura que tenho sobre o tema é que um músico é sempre melhor ao vivo, com a inspiração do momento, do que num estúdio de gravação.
Se tivermos em conta a pressão de se produzir um mínimo de uma dezena de temas para se compilar no formato álbum dentro de um prazo que serve vários interesses, que não os da criação artística... digamos que duvido da qualidade média dos mesmos. Antigamente os artistas gravavam temas individuais. Quando tinham temas suficientes, e o seu sucesso justificava, aí sim editava-se um álbum que reunia uma série de músicas. Do que vou percebendo da evolução da indústria os contratos com os artistas passaram a ser para vários albúns num determinado espaço de tempo. Adicionalmente ainda estavam estipuladas uma série de cláusulas que visavam a materialização de materiais promocionais diversos, digressões, aparições públicas para promover a venda da música, t-shirts e outro merchandise, DVDs e mais recentemente action figures e outros objectos coleccionáveis. A música passou a fazer parte do negócio em vez de ser "o" negócio.
Quando estourou a bronca da pirataria com o napster foi o fim do mundo em cuecas. Iam "fazer", "acontecer" e sabe-se lá o que mais. Basicamente iam "esmagar" os individuos capazes de cometer atrocidades contra os pobres artistas. Numa conferência integrada num Super Bock Super Rock poucas semanas depois de estourar o caso napster tive a oportunidade de integrar um painel de oradores sobre o futuro da música. Só não levei uma carga de pancada à moda antiga de um representante de uma das maiores discográficas porque estavamos em público e havia muita gente para lhe fazer uma pega de cernelha caso investisse contra mim. O facto de ter feito uma t-shirt para esse evento que dizia em letras garrafais "Hackers are not criminals" não deve ter ajudado.
Durante uma série de tempo fizeram guerra que puderam. Produziram-se CDs que não podiam ser tocados em computadores. Até devem ter pedido ao Lars Ulrich para vir a público (e que mais tarde se deve ter arrependido) ajudar a mandar uns tiros altamente mediáticos. Mataram florestas inteiras para mandar inúmeras cartas de ameaça. O resultado? As pessoas continuam a fazer downloads de mp3. Não defendo que se pirateie. Defendo que as indústrias se devem adaptar à mudança dos tempos e tornar os seus produtos apelativos aos potenciais compradores. Em vez de andar a espernear durante anos, deviam ter pensado em como adaptar o negócio a uma nova realidade.
Agora, o que é que me leva a dissertar sobre este assunto? Vi hoje uma notícia sobre o Weird Al Yankovic que falava de um post no seu blog do myspace. Vale a pena ler o post mas essencialmente diz que vai passar a vender os seus temas no iTunes mal esteja prontos e que está todo contentinho pelo facto de uma canção em que pensou estava online passada uma semana. No seu profile do myspace a canção 'White and Nerdy' já tinha sido tocada mais de nove milhões de vezes na data em que escrevo estas linhas. Desejo-lhe a melhor das sortes. Onde outros viram "os maus" ele viu uma oportunidade que nunca teve: lançar uma paródia a uma canção enquanto essa mesma canção ainda estava em número um nas tabelas de vendas!
O povo ainda gosta de música, compra música e vai ver música ao vivo. O Chris Martin ainda tem um ar doente e subnutrido mas de certeza que não é por falta de uns trocos para comer uma sandes. Ainda assim, se esse fosse o caso, a Gwyneth Paltrow podia emprestar-lhe umas coroas para ir comer um menu ao McDonalds... apesar de ela levar uma vida complicada por andarem a piratear-lhe os filmes (bilhetes de cinema e venda de DVDs não são o negócio que foram em tempos). Ao menos a indústria do cinema e da TV esperneou menos e agiu mais. Já que se pirateia, porque não lançar algumas coisas para a internet antes de estrearem na TV e começar logo a criar hype e testar a audiência? Este ano isso já não é novidade...
Podia passar o resto do dia a transcrever os meus pensamentos sobre a indústria da música, mas parece-me que já chega para ilustrar o que acho. A conclusão é que não vou de certeza à India ouvir o tocador de flauta. Mas se tiver um aparelho com acesso internet vou ouvir (e ver) coisas que me vão interessar, as vezes que quiser, quando quiser. Se gostar, posso comprar à peça e guardar no suporte que quiser para ouvir onde e quando me apetecer. Tudo dentro da legalidade e sem a caixa manhosa de plástico e dois papeis impressos que a indústria da música me oferece em troca de um horror de dinheiro quando eu só quero música.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Palavras por outras palavras
A wikipedia mudou por completo o que entendiamos por enciclopédia. Está em constante ampliação e actualização, e tem uma equipa maior (um nadinha) que qualquer editora de enciclopédias clássica.
Parece que os dicionários tradicionais também vão começar a levar uns valentes pontapés no traseiro com o wordia. Para além de podermos ver a definição de uma palavra, com a ajuda da HarperCollins, podemos ver vídeos profissionais e amadores de utilizadores a explicarem o significado da palavra (powered by youtube). Um belo exemplo é a explicação/demonstração da palavra 'echo'.
Parece que os dicionários tradicionais também vão começar a levar uns valentes pontapés no traseiro com o wordia. Para além de podermos ver a definição de uma palavra, com a ajuda da HarperCollins, podemos ver vídeos profissionais e amadores de utilizadores a explicarem o significado da palavra (powered by youtube). Um belo exemplo é a explicação/demonstração da palavra 'echo'.
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Nunca?
"Um iPod?? Prefiro um leitor de mp3 barato. Posso levá-lo para todo o lado sem estar preocupado em estragá-lo."
João Vitória, toda a vida desde que existe o iPod... até ontem à noite
Ontem comprei um iPod nano.
"Um blog? Tenho mais que fazer..."
João Vitória, toda a vida desde que alguém decidiu inventar a palavra blog... até há uns 4 minutos atrás
Nada como manter o hábito (diário) de me contradizer.
João Vitória, toda a vida desde que existe o iPod... até ontem à noite
Ontem comprei um iPod nano.
"Um blog? Tenho mais que fazer..."
João Vitória, toda a vida desde que alguém decidiu inventar a palavra blog... até há uns 4 minutos atrás
Nada como manter o hábito (diário) de me contradizer.
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